Especialistas elogiam direção de arte de Alice


O filme Alice no País das Maravilhas é um dos lançamentos mais comentados do ano. Segundo o especialista em cinema e artes gráficas Renan Lacerda o filme tem um visual pop, direção de arte e fotografia impecáveis.
Segundo o designer gráfico e professor do COC, Carlos Cordeiro de Sá, “os filmes do Tim Burton primam sempre pela direção de arte e fotografia que mesclam as fantasias mais bonitas com os pesadelos mais sombrios”.
O diretor de fotografia de Alice, Dariusz Wolski, usou uma paleta de cores e sombras muito interessante e coerente com essa proposta que, combinadas com o efeito 3D, criaram um mundo delicioso de se ver várias e várias vezes, completa Sá.
Já Renan Lacerda explica que apesar de ser lançado na versão 3D, Burton preferiu filmar tudo da maneira convencional e depois aplicar os efeitos na pós-produção.
Burton se recusou a trabalhar com as câmeras criadas por James Cameron em Avatar, utilizando as câmeras tradicionais, e garantiu que a produção atual é mais barata e o resultado final é o mesmo. Ao utilizar a câmera convencional, Burton evitou que o excesso de efeitos tomasse a vida e a textura da pele dos atores, fazendo imagens muito plásticas, explica Lacerda.
O Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) rouba a cena na maior parte das vezes e auxiliado pela tecnologia de Burton, demonstra através de seu olhar (seus olhos são ampliados) e de suas características particulares, toda loucura e insanidade do seu personagem.
Segundo Lacerda, apesar de dividas as opiniões sobre o filme em geral, o visual da obra é indiscutível. “A parte técnica é de luxo, fazendo com que o filme receba título de grande produção, ganhando status”.
Alice usa vestidos deslumbrantes, o que torna o figurino da personagem um dos mais originais já vistos no cinema.
O figurino exagerado e a maquiagem sombria, mas esplêndida, aplicadas pela equipe de Burton, dão o toque de sonho que toda produção Disney acarreta e necessita, completa Lacerda.
Os cenários por serem em sua maioria feitos em Chroma key, técnica que consiste em colocar a imagem em cima de um fundo neutro, deram a Burton a liberdade de trabalhá-los livremente e com infinitas possibilidades. Essa técnica gerou uma maior interação entre os atores e o cenário, dando ao resultado final um toque mais denso.
Segundo Renan, Alice no País das Maravilhas é um filme que traz pontos excitantes e uma direção de arte esplêndida que criou um país das maravilhas longe da razão e com uma cor magnífica.
Além disso, as texturas digitais aplicadas foram realçadas, mas como todo filme teve seus erros e acertos. Alice é ao mesmo tempo tanto para aqueles que gostam de mergulhar no universo de sonho e glamour dos contos mágicos da Disney, quanto para quem quer ver uma história diferente da tradicional que ouvimos desde pequenos, completa Lacerda.

Pirataria

Segundo Sá, a invenção do 3D ajudou a combater à pirataria. Ao invés das produtoras ficarem procurando meios de inibir uma prática que não tem mais volta, elas resolveram colocar a cabeça para funcionar e buscar um aprimoramento que ainda não pode ser copiado.
A ideia do 3D e mesmo do chamado 4D (programa de computador para modelar o 3D) já é bem antiga, mas antes a tecnologia não permitia que as sensações fossem tão realísticas e se sustentassem além da febre da novidade, observa Lacerda.
Para o designer Cordeiro de Sá, é muito provável que essa onda de 3D não passe e veio para mudar a forma como percebemos o cinema.

Por Nicole Pinez e Mariana Campos

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